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sábado, 6 de março de 2010

Lançamento do Fórum Biometria

A partir de agora este blog estará de casa nova. O blog se transformou num site. O Único do brasil exclusivamente voltado a divulgação da biometria. Além de artigos discutindo a biometria em seus diversos aspectos, o site conta com uma seção de notícias que manterá o leitor informado sobre o que acontece na biometria, no Brasil e no mundo. Talvez mais marcante seja o fórum de discussões, que abrirá um espaço inédito de discussão sobre biometria para profissionais, estudantes, empresários, etc.
Não deixa de visitar o site www.forumbiometria.com.

domingo, 14 de setembro de 2008

Resistência Fraude (circumventability)

Esse blog foi movido para http://www.forumbiometria.com, o primeiro site brasileiro totalmente voltado para a divulgação da biometria.
A resistência à fraude pode ser definida por quão difícil é de construir um substituto do indivíduo original que enganará o sistema biometrico. Exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=E20lHqbWqN4. Nesse vídeo podemos ver o pessoal do Mythbusters enganar fechaduras biométricas com táticas muito simples.

As táticas usadas pelos fraudadores são diversas e dependem da complexidade dos sensores do sistema biometrico. Alguns métodos simples como fotografias da impressão digital, face ou íris podem ser o suficiente contra alguns sistemas biométricos. Um relatório feito por um instituto independente consegui burlar um sistema de geometria da mão, apresentando para o sistema um recorte em papel da mão original (página 64 desse documento).

Aliás esse documento do FIDIS é um dos mais completos existentes na rede, eles avaliaram vários dispositivos de leitura de impressões digitais, iris, geometria da mão e padrão das veias.
Para cada um deles foi possível construir uma forma de circumvenção, com diferentes graus de dificuldade. Outras dezenas de exemplos como esses estão disponíveis na web, alguns inclusive bastante educativos!

Então como podemos prevenir fraudes com biometria? Algumas coisas podem ajudar: melhores sensores, multibiometria, métodos biometricos mais seguros, métodos de captura mais seguros.

sábado, 18 de agosto de 2007

Microsoft Fingerprint Reader

Esse blog foi movido para http://www.forumbiometria.com, o primeiro site brasileiro totalmente voltado para a divulgação da biometria.

O Microsoft Fingerprint Reader é o primeiro produto de biometria a atingir as massas. Lançado em 2005 e já em sua segunda versão, hoje ele pode ser encontrado nas principais lojas de informática e eletrônicos do país. É voltado para o mercado de consumo e por isso apresenta duas características notórias. A primeira é seu preço bastante reduzido (cerca de R$ 150) e a segunda e o fato de funcionar apenas com a aplicação que vem com ele (Password Manager).

O leitor da microsoft é fabricado pela DigitalPersona que tem um produto similar (U.are.U 4000B) com modificações apenas no firmware. Esse leitor (U.are.U 4000B) possui um SDK que permite a empresas de software desenvolverem soluções biométricas baseadas nele. Esse leitor é vendido apenas através de alguns poucos revendedores autorizados e tem seu preço girando em torno de R$ 400.

Dentre as caracteristicas desses leitores, temos:
  • Compacto
  • Envio de imagens encriptadas (somente U.are.U 4000B)
  • Rejeição de imagens latentes
  • Bom funcionamento com dedos úmidos e secos
  • Resolução de 512 DPI
  • Área de captura de 14.6 x 18.1
  • 256 tons de cinza.
A DigitalPersona também informa que o leitor detecta dedos falsos, mas experiência de laboratório comprovou que ele não distingue um dedo de verdade de um dedo de silicone.
Esse leitor também chama a atenção por seu baixo perfil (tem apenas 19mm de altura), mas isso sacrifica um ponto importante: sua área útil. Esse perfil baixo é obtido através de um prisma curvo que garante a leitura da área inteira por parte do CCD mas provoca uma distorção grande na imagem. Essa distorção pode e é corrigida pelo driver do dispositivo, mas ao fazer essa correção é perceptível uma diminuição significativa da área útil. Repare abaixo como a imagem apresenta uma forma trapezoidal.Comparando a área útil (em pixels) com outros leitores do mercado temos:
  • 72K-78K Leitores Secugen/Nitgen
  • 94K U.are.U 4000B e Microsoft Fingerprint Reader
  • 101K Testech Bio-i CYTE
  • 153K Futronic FS80
Um produto com uma qualidade aceitável como Microsoft e com um preço extremamente competitivo poderia ser um impulso para a adoção da biometria no brasil, no entanto ele não foi feito pensando em atender provedores de soluções em biometria. Não existe um SDK oficial para o produto e outras empresas não poderia utilizá-lo em suas aplicações. Isso é o mesmo que um Joystick ou um teclado microsoft que só funcione com aplicações microsoft, um absurdo. A DigitalPersona argumenta que são produtos diferentes, não são.

Ao não divulgar o SDK do produto este fica amarrado a aplicação com a qual é distribuido. O problema é: esse programa só server para substituir senhas pessoais em PCs. As pessoas querem fazer muito mais com esses dispositivos. Não querem ficar amarrados a um software só, quando hoje já existe uma quantidade grande de softwares que fazem uso da biometria das mais diversas formas.

É claro que surgiram SDKs não oficiais e essas aplicações passaram a suportar também o leitor da microsoft. E fácil vê-lo ser usado em video locadores, controle de ponto e acesso, por planos de saúde, etc.

Com o amadurencimento do mercado de biometria no brasil e no mundo devem surgir leitores bons e baratos e com interfaces padrão para serem usados por toda a indústria. Todos os periféricos tendem a uma padronização a medida que se popularizam.

Página oficial do produto:
http://www.microsoft.com/hardware/mouseandkeyboard/productdetails.aspx?pid=093

Página do produto na Wikipedia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Microsoft_Fingerprint

Suporte ao leitor em linux:
http://dpfp.berlios.de/

sábado, 4 de agosto de 2007

Biometria das veias da mão (hand veins)

Esse blog foi movido para http://www.forumbiometria.com, o primeiro site brasileiro totalmente voltado para a divulgação da biometria.

O padrão formado pelo pelos vasos sanquíneos é único para cada indivíduo
. A mão de uma pessoa possui padrões que levam a características diferenciadoras, que por sua vez permite a identificação de indivíduos.
Existem várias outras características que tornam uma informação biométrica mais ou menos útil para o desenvolvimento de sistemas de autenticação baseados nessas informações.
No caso das veias da mão, a característica mais importante é a provável dificuldade de se forjar essas informações biométricas o que habilitaria uma pessoa a se passar por outra.
Como esse padrão de veias é interno, fica muito difícil ler ou copiar essas informações.

Mas, como então é feita a leitura desses dados biométricos pelo sistema? Num sistema típico a mão é irradiada com raios infravermelhos e a radiação refletida é lida por sensores. A hemoglobina absorve esses raios infravermelhos, reduzindo a reflexão, o que faz com que as veias apareçam como padrões escuros na imagem. Esses padrões são usados para registrar e autenticar indivíduos.

Uso comercial.
A estréia comercial de um sistema de biometria pelas veias da mão se deu em Outubro de 2004 no Bank of Tokyo-Mitsubishi Ltd. A empresa por trás desse sistema: Fujitsu.
Praticamente a única empresa a desenvolver esse tipo de biometria, a Fujitsu vem fazendo um intenso trabalho de marketing em torno do seu produto. De fato, se as alegações da Fujitsu são verdadeiras, estamos diante de um sistema biométrico que reúne quase todas as características chaves desse mercado.

Unicidade.
A Fujitsu alega que, utilizando uma base de 140.000 mãos, atingiu uma taxa de falsa aceitação (FAR) de 0,00008% para uma taxa de falsa rejeição (FRR) de 0,01%, o que significa que 1 em cada 10000 pessoas não serão reconhecidas pelo sistema, enquanto 1 em cada 1.250.000 serão reconhecidas falsamente como outra pessoa. Isso equipararia o sistema com os melhores sistema de biometria por impressão digital existentes no mercado. Alguns pensamentos a respeito desses números:
1. Foram gerados pela própria Fujitsu usando uma base privada.
2. Existem muito pouca pesquisa sendo feita sobre veias, quase não há papers sobre o assunto no meio acadêmico.
3. Os grandes players do mercado continuam apostando em impressões digitais e face.
4. Um dos cientistas mais renomados da área (A. K. Jain) acredita que o nível de unicidade das veias seja médio, enquanto as impressões digitais tem nível de unicidade alto (http://en.wikipedia.org/wiki/Biometrics).
5. Não existe uma competição pública voltada para a biometria das veias que mostre o estado da arte desses algoritmos.
6. Não existem ainda resultados gerados por organismos independentes.

Aceitação.
Esse tipo de sistema não necessita de contato direto, podendo ser percebido como mais higiênico e menos invasivo. Mas o público em geral também poderia ver os raios infravermelhos como perigosos e invasivos. Não fica claro para mim uma aceitação maior desse sistema em relação a outros sistemas biométricos.

Coletabilidade.
Quão fácil é coletar esses dados das veias? nos folhetos da Fujitsu vemos uma versão do leitor com apoio e outra versão sem apoio; o leitor com apoio é um trambolho comparado com os leitores de impressão digital que, inclusive, já vem embutidos em notebooks; o leitor sem apoio deve dificultar a coleta com qualidade. A propria Fujitsu alerta que os leitores não funcionam sob luz solar ou luz incandescente, podemos interpretar isso como uma dificuldade de coletar a biometria fora do laboratório.

Resistência a fraudes.
Esse sim parece ser um ponto em que essa biometria é superior a algumas outras; por estar dentro do corpo da pessoa, a proteção é evidente. Pouco conhecemos ainda sobre a tecnologia, e acho que, com a popularização, podem aparecer fraudes; é só questão de tempo.

Parte do material da Fujitsu parece espetaculoso em face da realidade conhecida pelos que trabalham nessa área de biometria. A Fujitsu vende um SDK do seu produto e em pouco tempo mais e mais pessoas estarão usando e avaliando essa tecnologia e portanto os fatos práticos dessa tecnologia começarão a ser investigados e divulgados.
Por enquanto a popularidade desse sistema depende fortemente do fator custo: enquanto um leitor de impressões digitais custa entre US$30 e US$100, o leitor de veias custa cerca de US$1000, valor proibitivo para o mercado brasileiro.

No Brasil
O banco Bradesco foi o pioneiro no uso dessa tecnologia no Brasil. No segundo semestre de 2006, foram implantados leitores de veias em cerca de 50 caixas automáticos do Bradesco para avalização do sistema. Os bancos são o principal alvo da Fujitsu no Brasil porque investem muito dinheiro em segurança e devido ao fato de que a tecnologia teve uma boa aceitação entre os bancos japoneses.
Observar os próximos passos do Bradesco pode ser um bom indicativo da maturidade da tecnologia. A Fujitsu também prometeu um leitor de veias do dedo o que simplificaria o processo e diminuiria o tamanho e custo dos equipamentos. É só aguardar para ver.